Para garantir a passagem da água, é fundamental que, assim como bueiros e tubulações, os jardins de chuva recebam cuidados regulares. Nesta quarta-feira (28), as equipes da Secretaria Executiva de Serviços Básicos (Sesb), que está vinculada à Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), deram início a uma nova fase de manutenção dessas estruturas, que fazem parte das soluções de drenagem implementadas no município.

A manutenção teve início nos dois jardins de chuva situados na rua Governador Ari Marcos, sendo um próximo à avenida Rio de Janeiro e o outro na altura da rua Alexandre Guimarães. Os serviços realizados incluíram a limpeza das estruturas, a poda das folhagens, a remoção de folhas secas e a eliminação de ervas daninhas. Outro aspecto importante da manutenção foi a limpeza das entradas, onde a água da chuva chega aos jardins, evitando que resíduos, terra e vegetação obstruam esses acessos e comprometam o funcionamento do sistema.

Durante essa etapa, foram retirados aproximadamente 2 mil litros de resíduos, o que equivale a cerca de dez sacos de 200 litros. O controle da grama também está incluído na manutenção para impedir que a vegetação se espalhe sobre as áreas destinadas à entrada e à circulação da água. Enquanto as folhas secas são removidas, a vegetação saudável é mantida para garantir o desenvolvimento das espécies que formam os jardins.

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INFRAESTRUTURA VERDE

Classificados como infraestrutura verde, os jardins de chuva utilizam solo, vegetação e outros elementos naturais para reter temporariamente a água das chuvas e promover sua infiltração. Esse conceito é diferente da chamada infraestrutura cinza, que é composta por estruturas de drenagem convencionais, como bueiros, galerias, caixas e manilhas de concreto. Apesar das diferenças, ambos os sistemas requerem manutenção para desempenharem suas funções adequadamente.

A implementação dos jardins de chuva faz parte das iniciativas do município para complementar o sistema convencional de drenagem. O prefeito Léo Moraes, em declarações anteriores sobre essas estruturas, enfatizou a importância de investir em alternativas que conciliem infraestrutura urbana e preservação ambiental.

“Estamos investindo em soluções sustentáveis que contribuem diretamente para a melhoria da qualidade de vida da população. Os jardins de chuva representam uma alternativa eficiente, que alia infraestrutura e preservação ambiental”, afirmou o prefeito.

Essas estruturas, além de ajudarem no escoamento e infiltração da água da chuva, também são importantes para a conservação paisagística dos espaços públicos. Para manter essa função, a vegetação precisa ser preservada, e é importante evitar o acúmulo de materiais que possam obstruir a passagem da água.

Giovanni Marini, secretário executivo de Serviços Básicos, explicou que os cuidados com os jardins seguem princípios semelhantes aos da manutenção das estruturas convencionais de drenagem.

“Da mesma forma que fazemos a limpeza de manilhas, caixas de drenagem e bocas de lobo na infraestrutura cinza, na infraestrutura verde precisamos limpar as entradas de água e retirar os resíduos. A diferença é que uma estrutura fica, em grande parte, abaixo do solo, enquanto a outra está visível na superfície”, esclareceu.

A limpeza possibilita a identificação de possíveis obstruções e a preservação das condições necessárias para que a água da chuva seja devidamente recebida pelos jardins. O serviço também requer atenção à vegetação, que é essencial para o funcionamento dessas estruturas e deve ser preservada durante a manutenção.

A programação inclui ainda a manutenção do jardim da rua Cipriano Gurgel, onde a equipe detectou a necessidade de corte e controle da vegetação. Outros pontos que foram implantados pelo município também passarão por avaliação e limpeza.

A proposta visa estabelecer uma rotina periódica de manutenção para preservar a função de drenagem e as condições dos espaços onde os jardins foram instalados. A população pode colaborar com a conservação dessas estruturas, evitando o descarte de lixo e outros materiais que possam obstruir a passagem da água.

Com informações do Capital Rondônia. Fonte: Texto: Renata Beccária · Fotos: Sesb · Secretaria Municipal de Comunicação (Secom).

FONTE/CRÉDITOS: Texto: Renata Beccária · Fotos: Sesb · Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)